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Literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou. Ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Hoje podemos apreciar a literatura de cordel com o projeto “Baú do Cordel”, idealizado por Costa Senna. O objetivo é resgatar cordéis antigos, revitalizar a tradição itinerante da poesia popular nordestina e popularizar a literatura cordealista. Além de viajar Brasil afora, o Baú vai até eventos culturais e escolas - junto ao projeto "Cordel nas Escolas". O idealizador disso tudo é Cacá Lopes, que é cantor, compositor, violonista, cordelista e educador social. Nasceu em Araripina - Pernambuco, no sopé da Serra do Araripe. Morando em São Paulo, há 26 anos, ele vem ganhando destaque pelo trabalho que faz levando o Cordel para a Sala de Aula, promovendo sua produção e clássicos do gênero. Em suas apresentações tem: violão, gaita, música, trava-língua, cantigas e cordéis.
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